Por cinco dias
Os céus se fecharam para uma limpeza.
Vestiu-se de longas torrentes
Choraram e verteram suas mágoas belas.
As águas que aos rios acorreram,
Lavaram os céus de toda animosidade.
Todo poluente sentimento ceifante
Foi por elas transformado.
As chuvas que caíram
Deixaram o azul mais perfeito.
Troxe o ânimo renovado
Para quem fica o azul deslumbrado.
Sou esse que espreita o céu límpido
Na esperença de a mim purificar.
Dos tristes sentimentos, decerto,
Que ousam atormentar.
Da tristeza passageira,
Dos mundos distantes desprender.
José Batista Neto
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