Reflexão
Ao cair da tarde...o calor de mais um dia começa a receber o beijo da brisa noturna. A natureza soturna prepara tudo e todos para um repouso.
Não é de hoje que costumo contemplar a bela apresentação no palco da vida a cada fim do dia. Me impressionava os momentos em que me debatia angustiado. No entanto, estou resgatando a antiga amizade com o sol que se vai... a noite que se aproxima: esse intervalo entre uma jornada e mais outra...
Quando criança observara com curiosidade a mudança da tonalidade do sol. Coisa simples e talvez tola, mas significava muito para mim. Não entendia bem os fenômenos, mas morava exatamente neste não entender a alquimia. Admirava sem entender bem e via o belo. Muitas coisas que se abrem ao nosso entendimento perdem o sabor, o valor da contemplação, da inspiração.
Nesse fim de tarde, o que fiz com todo o trajeto de mais um dia? O que posso levar para o dia que está sendo elaborado nas linhas do Universo enquanto o mundo repousa?
Olhando o sol se despendido posso segredar à natureza que sol um sol que se põe...na esperança de amanhecer firme.
Batista Neto.
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